quinta-feira, 3 de março de 2011

Se

 

Santo Agostinho: fallor ergo sum (duvido, logo existo). Descartes: cogito, ergo sum, (penso, logo existo). Em meio a fontes filosóficas, neurobiológicas e artísticas, eu ainda afirmo: sim, há o mistério. Duvido, pois, de tudo o que me dizem ser definitivo.

Tomo cuidado com as verdades ditas "científicas". Quem me dirá que a tese não será depois refutada ? Somos pó na estrada da evolução. Sopro de vida que logo esvaece em memória a se perder em meio ao eterno.


Eu assumo e afirmo: só sei que nada sei. Socrástico como só, agostiniano, se preferirem. Cartesiano, pois me procuro em meio a dúvida - não tão metódica quanto aquela, mas quase tão inquieta - e ciente de que sou tão infinito quanto mortal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário